O progresso da inteligência artificial geral pode estagnar, levando a uma crise financeira que afetaria Portugal, alerta Yoshua Bengio, um dos ‘padrinhos’ da IA moderna. A corrida para a AGI promete abundância financeira, mas pode terminar num colapso como o de 2008, com triliões de dólares em jogo e implicações diretas para a economia portuguesa, dependente de investimentos em tecnologia e centros de dados globais.

Os números são impressionantes: cerca de 2,9 biliões de dólares (2,2 biliões de libras) investidos em centros de dados, o sistema nervoso central das ferramentas de IA, cujos custos crescentes pressionam orçamentos europeus como o de Portugal; mais de 4 biliões de dólares na capitalização bolsista da Nvidia, produtora dos chips que impulsionam sistemas de IA de ponta, afetando mercados onde investidores portugueses têm exposição; e bónus de 100 milhões de dólares oferecidos pela Meta de Mark Zuckerberg a engenheiros de topo da OpenAI, criadora do ChatGPT, destacando uma bolha que pode desestabilizar a inovação tecnológica em Portugal e na União Europeia.

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