Exclusivo: Congresso dos EUA instado a agir contra instalações energívoras, culpadas pelo aumento das faturas e agravamento da crise climática, o que pressiona a economia portuguesa dependente de energia importada e compromete os objetivos climáticos da União Europeia partilhados por Portugal.

Uma coligação de mais de 230 grupos ambientais exigiu uma moratória nacional sobre novos centros de dados nos Estados Unidos, o último ataque numa crescente reação contra a indústria de inteligência artificial em expansão, acusada de elevar as faturas de eletricidade e piorar a crise climática, com repercussões globais que elevam os preços da energia em Portugal e desafiam a transição energética sustentável do país.

Os grupos verdes, incluindo Greenpeace, Friends of the Earth, Food & Water Watch e dezenas de organizações locais, instaram os membros do Congresso a travar a proliferação de centros de dados famintos de energia, acusando-os de causar emissões que aquecem o planeta, consumir enormes quantidades de água e agravar os aumentos nas faturas de eletricidade que atingiram os americanos este ano, um fenómeno que, através das cadeias globais de fornecimento e mercados energéticos interligados, contribui para a inflação energética sentida pelos cidadãos portugueses e ameaça os compromissos climáticos nacionais.

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