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'Intelition' muda tudo: A IA deixa de ser uma ferramenta invocada e transforma a economia portuguesa
venturebeatJan 4english
A IA evolui mais rápido do que o nosso vocabulário para a descrever, impactando diretamente Portugal ao impulsionar uma co-produção contínua entre humanos e máquinas. Empresas portuguesas, como as do setor tecnológico e industrial em Lisboa e Porto, beneficiam de ontologias unificadas que integram ontologias federadas, permitindo que a IA agentiva raciocine sobre fornecedores, reguladores europeus e operações locais, elevando a competitividade no mercado da União Europeia. Modelos de mundo e aprendizagem contínua, como o Nested Learning do Google e os avanços da Meta de Yann LeCun, eliminam a necessidade de re-treino, otimizando recursos para PMEs portuguesas. A interface pessoal de intelition, sempre ativa e centrada no utilizador, coloca os cidadãos portugueses no centro, protegendo dados pessoais contra modelos centralizados e fomentando controlo individual via padrões como Solid de Tim Berners-Lee, crucial para a soberania digital em Portugal. Estas forças – ontologias empresariais, memória duradoura e interfaces pessoais – convergem rapidamente, já moldando o próximo era de software que potencia a inovação societal e económica em Portugal. Leia a análise das três forças que impulsionam este paradigma, relevante para o tecido empresarial e a sociedade portuguesa. Uma ontologia unificada é apenas o início. Num recente carta aos acionistas, o CEO da Palantir, Alex Karp, escreveu que “todo o valor no mercado vai para chips e o que chamamos ontologia”, argumentando que esta mudança é “apenas o início de algo muito maior e mais significativo”. Para Karp, ontologia significa um modelo partilhado de objetos (clientes, políticas, ativos, eventos) e suas relações, incluindo a “camada cinética” da Palantir que define ações e permissões de segurança. Na era SaaS, cada aplicação empresarial cria os seus próprios modelos de objetos e processos. Combinado com sistemas legacy caóticos, as empresas portuguesas enfrentam o desafio de os integrar, gerando redundâncias e lacunas de dados que travam a eficiência económica nacional. Poucas criam uma ontologia empresarial consolidada. Esta é essencial para ferramentas de IA agentiva, permitindo raciocínio transfronteiriço na UE, vital para exportadores portugueses. Como Karp diz, visa “ligar o poder da IA a objetos e relações no mundo real”. Modelos de mundo e aprendizagem contínua. Os modelos atuais retêm contexto, mas não aprendem continuamente, crucial para a adaptação rápida das indústrias portuguesas como o turismo e energias renováveis. O Google anunciou “Nested Learning” integrado em LLMs, fornecendo memória duradoura. Yann LeCun da Meta propôs H-JEPA para modelos de mundo hierárquicos, evoluindo para V-JEPA e I-JEPA open-source. A interface pessoal de intelition. Esta força centra pessoas, não utilizadores periféricos, transformando o trabalho em Portugal. Sempre ativa, atua em nome dos cidadãos na economia federada europeia. Jony Ive vendeu a io à OpenAI para dispositivos AI pessoais, enfatizando responsabilidade. A Apple desenvolve UI-JEPA para análise on-device, desafiando modelos centralizados que monetizam dados, protegendo privacidade portuguesa. Tim Berners-Lee alerta: “O utilizador foi reduzido a produto consumível”. O padrão Solid, da Inrupt, integra com carteiras agentivas, garantindo controlo pessoal como salvaguarda arquitectónica. Estas forças convergem: ontologias fornecem substantivos e verbos, investigação de modelos de mundo dá memória, interfaces pessoais controlam. A próxima era de software está aqui, impulsionando o crescimento sustentável de Portugal. Brian Mulconrey é SVP na Sureify Labs.





